domingo, 4 de março de 2012

Ser teu pão, tua comida... Todo amor que houver nessa vida...

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida... Nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva...
Ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida...e algum trocado pra dar garantia...
E ser artista no nosso convívio, pelo inferno e céu de todo dia... pra poesia que a gente não vive, transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão,ser tua comida, todo amor que houver nessa vida...e algum veneno anti-monotonia...
E se eu achar a sua fonte escondida, te alcance em cheio o mel e a ferida,e o corpo inteiro feito um furacão, boca, nuca, mão, e a tua mente, não...
Ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida...e algum remédio que me dê alegria!...
(Cazuza)

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